Quinta-Feira, 06 de Maio de 2021

Empresários do setor avaliam redução de impostos anunciada pelo Governo do Estado ineficaz para impacto econômico

Postado em: 19-03-2021

Comunicação - Sinhores

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Pacote de medidas do Governo Estadual reduz impostos visando diminuir os impactos na economia do Estado durante pandemia

Além do programa de crédito oferecido a microempreendedores, anunciado nesta quarta-feira, 17, o Governo do Estado também isentou o ICMS dos laticínios e diminuiu os impostos sobre a carne de 13% para 7% de alíquota para compra com a finalidade de revenda.  As medidas foram tomadas para diminuir os impactos negativos na economia provocados pela pandemia de Covid-19 e auxiliar na recuperação econômica.

A carne tem sido apontada como um dos principais itens responsáveis pela alta da inflação no último ano. A redução do ICMS é direcionada para pequenos estabelecimentos, como açougues, enquadrados no Simples Nacional na compra para revenda. Esta decisão marca a volta das alíquotas cobradas até o início deste ano.

Beto Iglesias, proprietário de restaurantes e também de açougue em Rio Preto explica que a alíquota do imposto aumentou no começo do ano, exclusivamente para as pequenas empresas optantes do Simples Nacional, e a maioria dos pequenos açougues, não repassou o preço para o consumidor final. “Esprememos a margem, para continuarmos competitivos no mercado. A indignação fica por conta de o Governo recuar do aumento imposto por ele mesmo, no início do ano, dessa forma, o impacto, na prática não acontecerá no preço final nem no balcão dos açougues e muito menos no cardápio dos restaurantes”, finaliza

Para Ronaldo Couto, sócio proprietário de dois estabelecimentos do setor gastronômico em Rio Preto, não acredita que a redução dos impostos vá fazer diferença no preço final: “Em teoria, deveria impactar, mas acho difícil o repasse disso no preço final, devido ao fato de todos os setores estarem com problemas devido à pandemia, talvez o leite, para consumo direto da população reduza um pouco, mas os seus derivados, manufaturados, fundamentais para o setor gastronômico, provavelmente não terão redução na prática”, explica.